terça-feira, 11 de junho de 2013
Instantânea
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Instantâneas
Brechós e Afins
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O Grande Perdedor
Na minha opinião um dos perdedores é o Estado Laico, com ambos os presidenciáveis tentando se aproximar de grupos religiosos nada ortodoxos demonstrando a total falta de imparcialidade nas questões religiosas e, levando a discussão política ao cúmulo de afirmações do tipo “ eu acredito em Deus” ou “sou temente a Deus”, e isso de ambos os candidatos. Mesmo Marina Silva, que pertence a uma igreja cristã evangélica, soube separar sua religiosidade durante campanha, pelo visto os dois candidatos têm muitas coisas para aprender com a “Verde”.
As liberdades pessoais foram outra que tiveram um forte baque nessas eleições, com declarações de presidenciáveis se posicionado contra o aborto e a o casamento homo afetivo. Em primeiro lugar devemos deixar claro que quem decide sobre a descriminalização do aborto e as uniões homoafetivas é o Congresso e não o (a) presidente. Mas é um retrocesso que pessoas que estão concorrendo ao máximo do executivo nacional, se posicionem veementemente contra dois assuntos polêmicos e nem se dispõem à discussão dos mesmos. Vamos continuar a deixar que mulheres continuem morrendo por fazer abortos de forma medieval em clinicas clandestinas? Não vamos permitir aos casais gays direitos como previdência, herança e planos de saúde?
Independente do resultado que sair das urnas no dia 31, o maior perdedor vai ser o povo brasileiro, pela inaptidão e a campanha vergonhosa dos candidatos nesse segundo turno.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Domingo
Procuro o calor do teu abraço, teus lábios, o falar sem nada disser, mas tudo contar, desnudar a alma... A urgência de viver perigosamente esse sentimento... É o meu nascer, desligar-me da placenta que me protegia em um mudo árido e opaco, e partir para esse viver, sem compreender, ir tateando cegamente um labirinto escuro e a única coisa que me dá forças de seguir nesse moinho é a certeza, esperança, de ter você aqui junto, corpo, cheiro.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Despedida
Mais um café, Alguns papeis pra ler, e-mails pra responder, telefonemas, pessoas que me esperam... A rua me chama, tenho que ir adeus.. És uma lembrança agora que, com tempo vai ficar cinza, escura, esquecida em um arquivo empoeirado da minha mente... Até voltar em um encontro ao acaso em um café ou teatro..
Guardo as boas lembranças, as músicas, os silêncios, as risadas... Te amo, adeus!
segunda-feira, 29 de junho de 2009
E-mail recebido de uma amiga professora
Recebi este email de um colega e amigo e gostei..e concordo plenamente com ele
Afinal, o que é educação? Para quê serve a escola? Que tipo de educação queremos?
Se depender do que temos, já podemos responder: Português e Matemática com prioridade de 90%; pessoas que sabem (?) ler e escrver e sabem contar, mas que não tem memória, não tem humanidade, não tem dom, cidadania, arte, cultura, poesia, amor, coração…
Uma sociedade de enormes avanços tecnológicos, mas na qual a moral não acompanha. E isso SE aprenderem a ler, escrever e contar.
Se essa escola, se essa escola fosse minha…
Na minha escola não tem “tempos” divididos minutamente absolutos; não tem apenas salas secas compostas de carteiras enfileiradas e um quadro negro verde ou branco onde os alunos olham pra frente, o professor olha pra eles; o professor fala, os alunos escutam.
Na minha escola não tem provas, “pontos”, números qualificadores e regras absolutas.
Na minha escola não tem professor disso ou daquilo que são responsáveis apenas por passar o conteúdo disso ou daquilo.
Na minha escola as crianças tem aulas de música e, no meio delas, aprendem matemática, porque para ser um músico, para o ritmo, para ler e escrever música, é desejável ou mesmo necessário saber matemática e ter o raciocínio lógico desta.
Na minha escola os alunos produzem um jornal para divulgar notícias do mundo, do seu país, estado, município e bairro e, para isso, aprenderem a ler e escrever, porque para escrever um jornal com notícias de seu interesse, é necessário sabê-lo.
Na minha escola eles também aprendem o Português para poder ler os grandes autores nas rodas de leitura que queiram participar; e para escrever as poesias, contos, crônicas que são divulgadas pela escola, impressas em livros, publicadas nos jornais, murais e outros espaços.
Na minha escola os alunos montam diversas peças de teatro por ano. Para montá-las, aprendem conceitos de História e de outras disciplinas, pois para escrever o texto, têm que sabê-lo; ou enquanto montam um texto já existente, estudam sobre ele.
Na minha escola há vida. Há animais – peixes, coelhos, codornas… – e plantas espalhadas por ela toda e os alunos são resposnáveis por seu bem-estar e saúde.
Na minha escola os alunos são co-responsáveis pela limpeza, pela organização, pela arrumação. São co-responsáveis pela cozinha, por servir aos colegas e arrumar o refeitório.
Na minha escola os alunos fazem experimentos com ações do dia-a-dia, como quando fazem comida. Enquanto isso, aprendem ciência. Eles fazem coleções e recortam textos de tudo o que tem relação com os conteúdos de Ciências que estão à sua votla e expõem por toda a escola e contam e mostram aos colegas o que aprenderam.
Na minha escola os alunos escolhem o esporte que querem fazer e o fazem. Para fazê-lo porém, aprendem a se alimentar direito, a fazer exercícios e a relação que isto tem com a ciência do seu corpo. E aprendem conceitos de ciência e de física para ajudar no seu desempenho; e lêem os jornais de esportes criticamente, compondo resenhas para divulgação nos murais, jornais e rádios da escola.
Na minha escola todos os que tem um dom para uma determinada arte a praticam sempre que querem. Mas para que o dom seja amplamente desenvolvido aprendem a ciência das cores, a matemática das formas, a história da arte.
Na minha escola as crianças lêem jornais e revistas, impressos ou on-line, e discutem a política, a religião, os fatos, atos, destratos de todo o mundo, destrinchando a geografia mundial e todos sos seus desdobramentos. Visualizam no mapa mundial e aprendem a ler o mundo através de outros olhares.
Na minha escola não há sala de aula.
Ha escola de aula, escola de vida.
Abraços,
Declev Reynier Dib-Ferreira